
Esse ano está começando de forma muito especial para nós do CCA. Pela primeira vez, tivemos a oportunidade de apresentar a nossa instituição no V Fórum Social Mundial em Porto Alegre, com a palestra "O Poder da Cura das Atitudes". A participação do público foi muito boa, numa tarde muito quente, quando mais de 100 pessoas se reuniram à beira do Rio

Outro ponto a ser destacado, ainda no primeiro semestre, é a vinda do Dr. Jerry Jampolsky, o fundador do primeiro Centro para Cura das Atitudes em Tiburon, na Califórnia, há exatamente 30 anos. Jerry é uma daquelas pessoas que, junto com a sua inseparável esposa Diane Cirincione, nos faz sentir que todo o nosso trabalho vale a pena. Apesar da sua (aparente) idade avançada, quase beirando os 80 anos, é incrível ver a sua energia e alegria de viver. É um grande exemplo para todos nós no mundo todo, que fazemos parte dessa grande família da cura das atitudes. Estamos muito empenhados em expandir a mensagem da cura das atitudes através do seu criador e faremos uma palestra aberta ao público em geral na segunda semana de maio, em data a ser definida. Além disso, estaremos promovendo palestras para os profissionais da saúde e também para diretores e trabalhadores do sistema prisional. Jerry termina a sua estada no Brasil na nossa capital, Brasília, onde também realizará uma palestra aberta ao público, em data a ser definida.
Fiquem ligados no nosso movimento para estarem sempre informados. Para aqueles que ainda não assinaram o nosso boletim, aproveitem a oportunidade para fazê-lo através do nosso site www.cca.org.br
Um beijo no coração de todos,Dizem que é importante sonhar, planejar, até mesmo fazer exercícios de visualização, pensando nas coisas que desejamos que aconteçam no futuro. Até certo ponto eu entendo e concordo que é preciso saber, pelo menos um pouco, o que se quer conseguir na vida, caso contrário as coisas simplesmente vão acontecendo e podemos acabar nos sentindo vítimas das circunstâncias, sem perceber que somos nós mesmos que estamos criando a nossa realidade.
Mas existem pessoas que estão sempre pensando no futuro, nas coisas que pretendem fazer, que pretendem comprar, nas viagens que vão fazer, nos prêmios que vão ganhar, etc. Sem perceber, essas pessoas podem ficar tão perdidas em suas próprias fantasias que acabam deixando de viver adequadamente no momento presente, que é quando realmente estamos criando a nossa realidade.
Já outras pessoas preferem viver mais no passado do que no presente, sempre presas em recordações, contando casos antigos, perdendo-se em memórias e, muitas vezes, justificando as circunstâncias insatisfatórias do presente com base no que aconteceu no passado, inclusive culpando outros por seus infortúnios.
Eu, ao contrário, sou uma pessoa que prefere viver mais no momento presente, com os pés bem fincados no chão. Como minha vida vai indo bem assim, eu não dou muita ênfase a sonhos, desejos e planos, porque acredito que o mais importante é encontrar uma maneira equilibrada de viver a vida, sonhando um pouco e também usando o passado como ponto de referência para aprender com os erros cometidos, mas procurando estar mais no momento presente.
Geralmente eu rezo quando quero manifestar meus desejos e percebo que alguns delem viram realidade, outros não. Quando nossas orações são atendidas a fé se reforça, mas muitas vezes parece que elas não são atendidas. Eu tenho a tendência de pensar que se não aconteceu é porque não era para acontecer e isso também reforça a minha fé. Mas, no fundo, todo mundo tem a sensação de que coisas que queremos muito que aconteçam não acontecem nunca, mesmo que a gente deseje, sonhe ou peça em orações, ao passo que outras coisas que não desejamos que aconteçam de jeito nenhum, acabam acontecendo de qualquer maneira.
Por que será?
Outro dia, lendo um livro novo, pude compreender um pouco melhor porque muitas vezes nossos desejos e orações parecem não ser respondidos e, de repente, ficou mais claro para mim porque é preciso sonhar. Acho que essa informação pode ser relevante para os leitores do boletim do CCA já que, mais ou menos, temos interesses comuns. Digo isso porque nem sempre as informações que passo adiante caem em ouvidos férteis, porque outras pessoas não tem os mesmos interesses que eu tenho e deixam de entender o meu entusiasmo por elas.
Apesar desse livro não estar revelando nenhuma idéia realmente nova, ele aborda um assunto familiar de forma diferente, o que muito me inspirou. Abaixo segue um capítulo do mesmo, que resolvi traduzir. Eu recomendo ler o trecho abaixo várias vezes.
Cláudia Martinez(Capítulo 10 do livro "Ask and it is given. Learning to manifest your desires", de Esther e Jerry Hicks, com base nos ensinamentos de Abraham, que é uma comunidade de seres "não-físicos". Para mais informações, visite o site www.abraham-hicks.com ).
Os 3 passos para qualquer coisa que você queira Ser, Fazer ou TerConceitualmente, o processo criativo é simples. Consiste de 3 passos:
· Passo 1 ( trabalho seu): Você pede.Por causa do ambiente diversificado no qual você vive, o passo 1 é fácil e automático porque as suas preferências naturais nascem dos contrastes dessa diversidade. Tudo (desde os desejos mais discretos ou mesmo inconscientes, até os desejos mais claros, precisos e vívidos) resulta das experiências contrastantes do seu dia a dia. Desejos (ou pedidos) são efeitos colaterais naturais, porque você se expõe a esse ambiente variado e cheio de contrastes. Sendo assim, o passo 1 vem naturalmente.
Passo 2: O Universo respondeO passo 2 é um passo simples para você, porque não se trata de nenhum trabalho seu. O passo 2 é o trabalho do Não-Físico, o trabalho do Deus Poderoso. Todas as coisas que você pede, pequenas ou grandes, são imediatamente entendidas e encomendadas, sem exceção. Cada ponto da Consciência tem o direito e a habilidade de pedir, sendo que todos os pontos da Consciência são honrados e respondidos imediatamente. Quando você pede, lhe é dado. Toda vez.
Algumas vezes os seus pedidos se expressam com palavras mas, com mais frequência, eles emanam de você em forma de vibração, como um fluxo constante de preferências pessoais precisas, uma se acentuando na outra e cada uma delas sendo respeitada e respondida.
Toda pergunta é respondida. Todo desejo é dado. Toda oração é respondida. Todo desejo é garantido.
Mas o motivo pelo qual muitas pessoas discordariam dessa afirmação Verdadeira, mencionando exemplos de desejos não realizados em sua experiência de vida, é porque elas ainda não entenderam e não completaram o passo 3, que é muito importante. Sem completar esse passo, a existência dos passos 1 e 2 poderia passar despercebida.
Passo 3: Você permite a entradaO passo 3 é a aplicação da Arte da Permissão. É realmente a razão pela qual o seu sistema de orientação existe. É o passo no qual você ajusta a frequência vibracional do seu Ser, para combinar com a frequência vibracional do seu desejo. Da mesma forma que o seu rádio precisa estar sintonizado na frequência da estação que você quer ouvir, a frequência vibracional do seu Ser deve combinar com a frequência do seu desejo. É isso que chamamos de Arte da Permissão - ou seja, permitir o que está pedindo. A menos que você esteja na frequência de recebimento, as suas perguntas, mesmo tendo sido respondidas, vão parecer sem resposta para você; as suas orações vão parecer que não foram respondidas e os seus desejos não serão realizados - não porque eles não tenham sido ouvidos, mas porque as suas vibrações não combinam, dessa forma você não os deixa entrar.
Cada assunto é, na verdade, dois assuntos:Cada assunto é, na verdade, dois assuntos. Existe aquilo que você quer e aquilo que está faltando. Frequentemente - mesmo quando acredita que está pensando em algo que deseja - você está, na verdade, pensando exatamente no oposto do que deseja. Em outras palavras: "Eu quero estar bem; não quero estar doente." "Eu quero ter segurança financeira; não quero experimentar a falta de dinheiro." "Eu quero que um relacionamento perfeito chegue para mim; não quero ficar sozinho."
O que você pensa e o que consegue sempre combinam vibracionalmente, então pode ser muito útil fazer uma correlação entre o que você está pensando e o que está se manifestando na sua experiência de vida. Mas é ainda mais útil você poder discernir para onde está indo, mesmo antes de chegar lá. Uma vez que você entenda as suas emoções e as mensagens importantes que elas estão lhe enviando, não terá que esperar até que algo se manifeste na sua experiência para entender qual tem sido a sua oferta vibracional - pelo que está sentindo, você poderá saber exatamente para onde está indo.
Sua atenção deve estar no desejo,O processo criativo está sempre ocorrendo, você estando consciente dele ou não. Por causa da variedade e contraste das suas experiências, novas preferências estão continuamente nascendo dentro de você e, mesmo sem saber, você as transmite como se fossem requisições. E no momento em que transmite uma preferência, a Fonte de Energia recebe a sua requisição vibracional e, pela Lei da Atração, oferece respostas imediatas, às quais você tem que se alinhar vibracionalmente.
A razão pela qual você nem sempre tem consciência de que seus pedidos foram respondidos é porque sempre tem um espaço entre o seu pedido (passo 1) e a sua permissão (passo 3). Com frequência, mesmo que um desejo claro tenha sido emanado de você por causa de algum contraste que tenha levado em consideração, ao invés de prestar atenção puramente no desejo em si, você se concentra de volta na situação que deu origem ao desejo. E fazendo isso, a sua vibração é mais a respeito do motivo que lhe fez lançar o desejo do que é a respeito do desejo em si mesmo.
Por exemplo: seu carro está ficando velho e está começando a dar defeitos. Conforme você começa a notar que a beleza do seu carro está desaparecendo, você se percebe desejando um carro novo. Como você queria muito aquela sensação de segurança que um carro novo traz, a vibração de um "desejo foguete" emanou de você. E a Fonte a recebeu e com gentileza respondeu imediatamente.
Só que, como você não estava consciente das Leis do Universo e do Processo de Criação em 3 Passos, aquele sentimento de desejo fresco e alegre durou muito pouco. Ao invés de colocar imediatamente a sua atenção na direção daquele desejo fresquinho e continuar a ponderar sobre a idéia daquele delicioso carro novo (dessa forma conseguindo uma harmonia vibracional com a sua própria idéia nova), você volta a olhar para o carro que tem agora, mostrando as razões pelas quais deseja um carro novo. "Esse carro velho não me satisfaz mais", você conclui, sem perceber que ao olhar para o carro insatisfatório, está virando a sua vibração de volta para ele e não na direção do carro novo que deseja. "Eu realmente preciso de um carro novo", você explica, apontando para marcas de batidinhas, rachos e a falta de segurança na performance do carro velho.
Com cada frase de justificativa e de necessidade por um carro novo, sem saber, você reforça a vibração da sua situação insatisfatória e fazendo isso, continua a se manter fora de alinhamento vibracional com o seu novo desejo e fora da frequência de recebimento do que está pedindo.
Enquanto estiver mais consciente do que você não quer, em relação a essa situação, o que você quer não pode vir até você. Em outras palavras, se você estiver pensando predominantemente no seu lindo carro novo, ele estará firmemente a caminho na sua direção mas, se você estiver pensando predominantemente no seu inseguro carro atual, o seu carro novo não poderá se mover na sua direção.
Pode parecer difícil fazer uma distinção entre pensar realmente no carro novo e ficar martelando no carro velho, mas uma vez que você estiver consciente do seu Sistema de Orientação Emocional, essa distinção será fácil de fazer.
Agora você tem a chave para criar todos os seus desejosUma vez que você perceber que seus pensamentos se igualam ao seu ponto de atração e que a sua forma de sentir indica o seu nível de permissão ou resistência, isso significa que você tem a chave para criar qualquer coisa que desejar.
Não é possível que você sinta consistentemente uma emoção positiva a respeito de alguma coisa e ela saia mal, da mesma forma que não é possível que você se sinta consistentemente mal a respeito de alguma coisa e ela saia bem. Porque a maneira que você sente vai lhe dizer se está permitindo o seu Bem-Estar natural ou não.
Ainda que não exista uma fonte de doenças, você pode oferecer pensamentos que não permitam o fluxo natural do seu Bem-Estar, assim como pode oferecer pensamentos que não permitam o fluxo natural da sua abundância, ainda que não exista uma fonte de pobreza. O Bem-Estar está constantemente indo na sua direção e se você não tiver aprendido pensamentos que diminuam ou restrinjam, você estará experimentando o Bem-Estar em todas as áreas de sua vida.
Não importa onde você se encontre atualmente em relação a qualquer coisa que desejar, se prestar atenção na maneira que você pensa e, se dirigir os seus pensamentos para pensamentos que tragam uma sensação melhor, você conseguirá entrar em harmonia vibracional com o Bem-Estar novamente, que é uma coisa natural para você.
Lembre-se que sendo uma extensão da Energia-Não-Física, pura e positiva, quanto mais em harmonia vibracional você estiver com o seu EU, melhor você se sentirá. Por exemplo, quando está apreciando alguma coisa, você tem uma vibração que combina com quem realmente é. Quando ama alguém, ou a si mesmo, você tem uma vibração que combina com quem realmente é. Mas, se estiver achando defeitos em si mesmo ou em outra pessoa, naquele momento você estará oferecendo uma vibração que não combina com quem você realmente é. E a sensação negativa que sente naquele momento é a indicação de que introduziu uma vibração de resistência e que não está mais no estado de permitir a Conexão pura entre o seu eu físico e a sua parte não-fisica.
Sempre nos referimos à sua parte não-física como o seu Ser Interior, ou a Sua Fonte. Mas não importa o nome dado à fonte de energia ou à força da vida, o que importa é que você esteja consciente e saiba quando está permitindo a conexão com ela e quando a está restringindo de alguma forma. Suas emoções são seus indicadores constantes do nível de permissão ou resistência com essa conexão.
Cláudia Martinez - Filadélfia - EUAEu quero falar sobre a lição 7 do Um Curso em Milagres. É impressionante como cada vez que repetimos uma lição (recomeçando os exercícios do Curso novamente, por exemplo), vivenciamos novas experiências.
Ao praticar esse exercício durante o dia todo, entendi que o que eu via era conseqüência do meu aprendizado do passado (cuja responsabilidade era minha). Cada vez que algo me tirava do meu centro, eu respirava e percebia que eu não precisava sofrer com aquilo, uma vez que era reflexo do que eu aprendi do passado. Por exemplo: Liguei para um aluno para saber porque ele não havia vindo para as aulas dele de 3ª e 5ª que haviam começado; que o professor havia ficado esperando.Ele simplesmente me disse que eu não havia ligado e confirmado com ele. A Rita de antigamente se sentiria péssima de ter errado (sempre ouvi durante minha infância e adolescência que eu fazia tudo errado.) Eu disse para mim mesma: Essa reação é baseada nessa crença do passado; errar é aprender e se desafiar. Portanto, eu me senti mais leve ao mudar as coisas que não me faziam bem durante o dia; foi como, se assim, eu conseguisse aceitar essa mudança naturalmente e passasse a me sentir cada vez melhor.
Embora a aplicação do exercício devesse se estender a objetos, eu me senti muito confortável em aplicá-la também a pensamentos e situações.
Passei um dia muito leve, com mudanças muito rápidas e prazerosas, firmando cada vez mais o meu sentimento de "Paz Interior".
Um beijo no coração de vocês.
Rita Pontes - São Paulo - SP
O autor desse livro, Robert Holden, psicólogo inglês, tem um trabalho dedicado ao crescimento interior, que se chama Projeto Felicidade.
É estudioso do Um Curso em Milagres há vários anos e nos apresenta vários conceitos aprendidos através desse estudo de maneira simples e prática, facilitando bastante a compreensão do Livro Texto.
Ele discorre sobre a influência do ego em nossas vidas, sobre o peso da culpa que nos impede de crescer como poderíamos e de sermos felizes, sobre relacionamentos especiais e muitos outros conceitos.
Analisando seu próprio treinamento acadêmico, ele nos mostra como a maioria das pessoas está direcionada para o sofrimento, ao invés da felicidade.
É uma maneira leve e divertida de deixarmos de lado tantos entraves que atrapalham nossa felicidade, mantendo-nos presos a idéias limitativas e infelizes que só nos trazem medo, sofrimento e inquietação.
"Algumas coisas nunca mudam: sua maior oportunidade para a cura e a felicidade tem sido, será, e ainda é AGORA". Robert Holden
Eliane Ferreira de Oliveira - Araras - SP
Jim Carrey faz o papel de Bruce Nolan, um reporter de televisão em Buffalo, NewYork. Ele não está satisfeito com quase nada na vida, apesar de sua popularidade na cidade e do amor da namorada Grace (Jennifer Aniston). No fim do pior dia de sua vida, Bruce raivosamente ridiculariza o trabalho de Deus, chegando a dizer que Deus é o único que não está fazendo bem o Seu trabalho. Deus responde, aparecendo em forma humana (Morgan Freeman) e desafia Bruce a fazer um trabalho melhor que Ele, dando-lhe poderes divinos (ainda que limitados).
O filme mostra um encontro divertido entre Deus e uma de suas criações, ficando claro para Bruce que ser Deus não é nada fácil. Trata-se de uma comédia muito engraçada, que parte do egoísmo do protagonista e do uso tóxico que ele faz do poder que lhe foi dado, até chegar a um questionamento mais profundo, quando consegue perceber o que realmente é importante para ele. É um filme que mostra a abundância da graça divina em nossa vida, quando resolvemos abrir o coração.
Cláudia Martinez - Filadélfia - EUATenho uma crença: gosto de mudanças. Percepções e experiências tornam nossas vidas muito mais interessantes, quando deixamos que elas se façam presentes. Digo interessante, pois é como se, com isto, dissesse para mim mesma: "menina, você esta viva!".
Quando novas situações chegavam, desafiando toda minha segurança em minhas verdades enraizadas, eu me assustava muito, até perceber (nestes últimos meses) que sou eu que gosto muito de experimentar novas formas.
Um exemplo disto mostra-se no fato de, num instante, eu ver meu trabalho profissional como sendo uma chatice e no momento seguinte fazer com que minha mente mude, vendo-o de outra forma. Este "fazer", que significa decidir por isso, muitas vezes não é tão simples e requer uma grande disponibilidade do meu coração para que, mesmo não acreditando, eu tente. E eu tento sem ter a mínima idéia do que virá após minha decisão. Outro fato que me levou à experiência semelhante de mudança, foi dizer não para algumas dependências emocionais de membros de minha família, que geravam sofrimento. Após esta decisão eu venho aprendendo a lidar com minha família com mais amor, poupando a todos de sofrimentos inúteis.
Pensando mais profundamente sobre mudanças, exercitei-me em tentar encontrar entre meus pensamentos o que realmente amo e se aquilo em que acredito é mesmo verdade. Deparei-me com sentimentos e situações que me geram medo. Atingi meu objetivo. Afinal, se já percebi o quanto gosto de mudanças, então nada mais efetivo do que investigar algo que me gera medo e tentar mudar esta percepção. Não para parar de ter medo, mas pelo menos vê-lo da forma verdadeira e lhe dar o peso que lhe compete.
Neste meu mergulho interior - aproveitando a energia da renovação e transformação que venho sentindo nesses últimos meses, nada mais amoroso comigo mesma do que aproveitar dessa energia e ser muito honesta com tudo isso. (Algum ser sábio me disse certa vez que temos que tomar muito cuidado com o que pedimos, pois é fato, se realiza). Então, senti que era hora de começar a perdoar a mim mesma pelo fato de não acreditar ser capaz de me vincular a nada nesse mundo. Tal crença começou muito cedo, pois desde pequenininha não via minha família, mamãe e papai, como meus pais. Sempre os respeitei, mas os via como amigos ou irmãos e nunca fui muito íntima nesta relação. Mesmo com um "gênio forte" ou coisa parecida, nunca fui alguém rebelde sem causa. Sempre busquei conhecer, me educar e valorizar sentimentos como amor, alegria, mas a fonte nem sempre vinha de meus pais. E assim cresci, sempre cuidei e fui cuidada por eles, e isso se estendeu por toda a minha vida escolar, onde sempre senti que não tinha muita vontade de fazer parte de grupinhos de amizades mas, curiosamente, sempre fazia parte deles. Tudo superficialmente, é verdade, mas muito questionadora, acabava por deixá-los tão malucos quanto a mim mesma.
Mas o profundo mesmo veio quando cheguei ao ponto de compreender a fonte de tudo isso. Dei-me conta que, na verdade, não acreditava que as pessoas, incluindo eu, tinham sido feitas para confiar. Lembrei-me que no passado - numa situação que hoje julgo boba, mas naquele instante me era muito verdadeira - eu precisava de um milagre de Deus e Ele não me ajudou do jeito que eu queria que a ajuda fosse. A frustração foi tão gigantesca, a ponto de sentir um grande prazer em acabar com Deus. Isso aconteceu na minha passagem da infância para a adolescência. Naquela época ficava muito tempo com minha avó e ela me forçava a ter uma religião. E foi, então, que fiz a catequese e fui crismada, numa época que questionava muito a existência de Deus. Deixei minha catequista enlouquecida, assim como o padre da cidade. Nada me convencia de que Ele existia, afinal, Ele não tinha me ajudado quando precisei.
O tempo passou. Cerca de uns 20 anos depois dessa minha "vingança" para com Deus, sentia que ainda não acreditava Nele. Mesmo depois dos exercícios do Um Curso em Milagres, das muitas transformações em minha vida, me dei conta de que em todos os momentos em que sentia não ter forças para continuar, era porque ainda acreditava que Deus não existia e, assim, tinha que viver sozinha.
O sentido da vida é realmente algo muito interessante. Indo mais profundamente na minha falta de crença em Deus, me perguntei porque eu e outras pessoas duvidam da existência Dele, ou porque temos que acreditar Nele. Um questionamento que sei ser do ego. Então pensei novamente, porque senti no meu coração que não teria a resposta. O ego nunca nos dá respostas. Pensei sobre mudanças.
A mudança é como deixar que algo adentre sua vida, seus sentimentos, recepcionando o novo com todo carinho, como faz uma bondosa avó, mesmo sem ter certeza nenhuma do que irá acontecer depois com esse netinho. E fui mais fundo, percebendo que o que mais temia era o fato de me perceber abandonada por Deus quando ele não me ouviu naquela situação do passado. Finalmente, entendi como agia desde então.
Quando não compreendemos fatos e escolhas que nos envolvem direta ou indiretamente, tendemos a julgar. Julguei Deus. Julgando, percebi que foi a maneira que encontrei de tentar compreender o que as pessoas me diziam sobre um Deus bom, que me via como filha e que nunca me abandonaria. Mas Ele me abandonou! Equívoco! Eu o abandonei quando fiquei perdida, escolhi que não tinha o que fazer e algo externo a mim tinha que fazer por mim.
Meu coração ficou aliviado da culpa por ter abandonado a Deus. E, sem ter me dado conta antes, percebi que essa era a fonte de inúmeros sentimentos que cultivara até hoje, projetando em tudo que amo.
Fez-me pensar sobre a Fé. A fé não acontece quando acreditamos em alguma forma de medo. A fé vem da crença de que há uma forma diferente de encarar alguma coisa que pensamos já saber como funciona, mas que já não queremos mais pois não nos completa mais e, assim, naturalmente passamos a acreditar que outras formas existem e passamos a ter fé nessas outras formas.
A verdade não tem opções, ela é única. O ego sim tem opções. Aliás, muitas opções. Porém, para identificarmos a verdade no meio de tantas opções, é necessário disciplina. Não uma disciplina que vem diretamente da mente, às vezes com a mente não conseguimos acessar a verdade. Mas uma disciplina de percepções. Da mesma forma que nos disciplinamos a perceber e a viver tudo segundo o ego e suas ilusões, é possível nos disciplinar para perceber a verdade.
Digo disciplina de conduta, amor de conduta, simplicidade de conduta, uma fé no invisível, confiança no que percebemos com o coração. Essa é a conduta não pela busca de respostas, mas de certezas que envolvem o amor. São vias de interpretação muito diferentes. Uma nos exige o palpável, com provas. A outra não. E ainda assim sabemos que é verdade.
O amor está em nós, quer tenhamos consciência ou não. Isso não faz parte de nossas escolhas, é um fato. Mas se buscamos esse amor interior, perguntas egóicas perdem o sentido e temos que deixá-las ir embora. Inseguranças aparecem, mas temos que deixá-las ir, medos irão se intensificar, muito, mas ainda serão resquícios de uma disciplina treinada para o ego. A via que ajudará a acender a minha luz da liberdade é o outro caminho.
Visualizei isso no meu coração e senti que, sobre Deus, ainda tenho muito que aprender, seguindo esse novo caminho que venho, a cada dia, me disciplinando a ver. Mas, sei que são hábitos e vai requerer muito amor em mudar.....
Joseane Duarte - São Paulo - SP
Em uma sala de aula, haviam várias crianças; quando uma delas perguntou à professora:
- Professora, o que é o AMOR?, a professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.
As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse:- Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.
A primeira criança disse:
- Eu trouxe esta FLOR, não é linda?
A segunda criança falou:
- Eu trouxe esta BORBOLETA - veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.
A terceira criança completou:
- Eu trouxe este FILHOTE DE PASSARINHO. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha?
E assim as crianças foram se colocando.Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido.
A professora se dirigiu a ela e perguntou:
- Meu bem, por que você nada trouxe?
E a criança timidamente respondeu:
- Desculpe, professora. Vi a FLOR, e senti o seu perfume, pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu PERFUME exalasse por mais tempo. Vi também a BORBOLETA, leve, colorida... Ela parecia tão feliz, que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o PASSARINHO, caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe, e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto, professora, trago comigo: o perfume da flor; a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?
A professora agradeceu à criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora a única que percebera que só podemos trazer o AMOR NO CORAÇÃO.
História do Livro "Histórias para sua Criança Interior"